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Domínio, hospedagem e acessos: o que precisa estar no nome da sua empresa

Engrenagem branca com o centro laranja

Quem vai contratar um site costuma perguntar quanto custa e quanto tempo leva. Uma pergunta que aparece menos, e que evita dor de cabeça depois, é esta: o que vai ficar no nome da empresa?

Um site depende de várias contas diferentes: o domínio, a hospedagem, o painel onde o site é editado, as ferramentas de medição e os arquivos do projeto. Se cada uma for criada no nome de quem fez o site, a empresa passa a depender dessa pessoa para qualquer mudança, e uma troca de fornecedor vira uma negociação.

O domínio

O domínio é o endereço do site, como suaempresa.com.br. No Brasil, os domínios .br são registrados no Registro.br, e cada domínio tem um titular, identificado por um CPF ou por um CNPJ.

O titular precisa ser o CNPJ da sua empresa, e a conta no Registro.br precisa estar com alguém de dentro da empresa. Quem faz o site só precisa do acesso necessário para apontar o domínio para o servidor. Quando o domínio está no CPF de um freelancer ou de um ex-funcionário, mudar o titular depende dessa pessoa.

A hospedagem

A hospedagem é o servidor onde o site fica guardado. A conta precisa estar no nome da empresa, com a cobrança no cartão ou no boleto da empresa e o e-mail de acesso de alguém da equipe.

Pergunte também onde ficam as cópias de segurança (os backups), de quanto em quanto tempo elas são feitas e quem consegue colocar o site de volta no ar se algo der errado.

Tem agência que hospeda o site num servidor próprio, o que facilita a manutenção. Nesse caso, combine por escrito como o site sai de lá se vocês pararem de trabalhar juntos: em que formato, com quais arquivos e em quanto tempo.

O acesso ao painel do site

No WordPress, a plataforma que usamos nos sites da Tidos, existe a função de administrador, que pode mexer em tudo. A empresa precisa ter um usuário administrador próprio, com um e-mail da empresa, e cada pessoa que trabalha no site precisa ter o seu usuário.

Uma senha só, dividida entre várias pessoas, não deixa saber quem mudou o quê, e o acesso some quando quem sabia a senha sai da empresa.

Os dados que o site coleta

O formulário do site recebe nome, telefone e e-mail de quem quer falar com a empresa. Esses contatos precisam chegar num e-mail ou num CRM da empresa. Se chegam só na caixa de entrada de quem fez o site, a empresa perde esse histórico quando troca de fornecedor.

Como o formulário coleta dados pessoais, o site também precisa de uma política de privacidade que explique o que é feito com eles. A LGPD (Lei nº 13.709/2018) garante à pessoa o direito de saber pra que os dados dela vão ser usados.

O mesmo cuidado vale pras ferramentas de medição, como o Google Analytics, o Google Search Console e o Google Tag Manager. Elas precisam ser criadas com a conta Google da empresa, e a agência entra como usuária. Se a agência cria as contas no nome dela, o histórico de visitas do seu site fica com ela.

Os arquivos do projeto

No fim do projeto, a empresa precisa receber o que foi produzido: o layout (no Figma, por exemplo), as imagens e as fontes usadas, os textos e a lista dos plugins instalados. Confira também se as imagens e as fontes têm licença pra uso comercial no site.

O que perguntar antes de assinar

  • Em nome de quem fica o domínio?
  • Em nome de quem fica a hospedagem, e quem paga por ela?
  • A empresa vai ter um usuário administrador no site?
  • Onde ficam os backups, e quem coloca o site de volta no ar se ele cair?
  • Pra onde vão os contatos que chegam pelos formulários?
  • As contas do Google Analytics e do Search Console vão ser da empresa?
  • O que a empresa recebe se o contrato acabar?

Nos projetos da Tidos, o fim de cada projeto inclui um documento de entrega com tudo o que foi feito e os acessos de cada ferramenta. Se a sua empresa vai fazer um site novo, a página de criação de sites mostra como o projeto é feito do começo ao fim.